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Religião e
Mitologia
Alguns usam os termos mito e
mitologia para ilustrar estórias de uma
ou mais religiões como algo falso ou
duvidoso. Enquanto quase todos os
dicionários incluem essa definição,
“mito” nem sempre significa que uma
estória é falsa, tampouco verdadeira. O
termo é constantemente utilizado nesse
sentido de descrever religiões criadas
pelas sociedades antigas, cujos
ritos estão quase extintos. Muitas
pessoas não consideram as estórias sobre
a origem e desenvolvimento das religiões
dominantes modernas como formas literais
de descrever os eventos acontecidos, mas
sim as consideram como uma forma de
representação figurativa das suas
religiões. Muitos
padres,
pastores e
rabinos modernos nos movimentos
cristãos e judaicos mais liberais,
assim como a maioria dos neopagões, não
têm quaisquer preconceitos em aceitar
seus textos religiosos como contendores
de mitos. Eles vêem seus textos
sagrados como possuindo verdades
religiosas, inspiradas divinamente, mas
não repassadas em linguagens humanas.
Outros separam suas crenças de estórias
similares de outras culturas e se
referem a estas como história. Essas
pessoas se opõem ao uso da palavra
“mito” para descrever suas crenças.
Para o propósito desse artigo a
palavra mitologia é usada para se
referir a estórias, que, enquanto elas
podem ou não serem factuais, revelam
verdades fundamentais e pensamentos
sobre a natureza humana, através do
freqüente uso de
arquétipos. Também é necessário
frisar que as estórias discutidas
expressam pontos de vista e crenças de
um país, um período no tempo, cultura
e/ou religião a qual lhes deu à luz. Uma
pessoa pode falar de mitologia Judaica,
mitologia Cristã ou mesmo mitologia
Islâmica, onde cada uma descreve os
elementos míticos nessas religiões sem
se referir à veracidade sobre a sua
história.
Mitologia
moderna
Muitos fatos e personagens de jogos
são inspirados em mitologias. Jogos de
RPG como
Final Fantasy recebem muitas
criaturas provenientes de mitologias.
Séries de televisão e de livros como
"Star
Trek" e "Tarzan"
têm aspectos mitológicos marcantes que
algumas vezes desenvolvem-se em sistemas
filosóficos profundos e intrincados.
Essas séries não são mitologia, mas
contêm temas míticos que, para alguns,
atendem às mesmas necessidades
psicológicas. Um ótimo exemplo são as
obras "O
Silmarillion" e "O
Senhor dos Anéis" de
J.R.R. Tolkien, bem como a série de
filmes
Star Wars (Guerra nas Estrelas) de
George Lucas.
As leis de copyright, no entanto,
limitam os autores independentes de
estenderem um ciclo das histórias
modernas. Alguns críticos acreditam que
o fato de os principais personagens dos
ciclos das histórias modernas não
estarem no domínio público previne esses
ciclos de emprestarem vários aspectos
essenciais das mitologias. O "Fan
fiction" atenua esse problema.
Ficção, porém, não atinge o nível de
mitologia enquanto as pessoas não
acreditam que aquilo realmente aconteceu.
Por exemplo, alguns acreditam que as
histórias de
Clive Barker, como "Candyman",
foram baseadas em fatos reais. O mesmo
pode ser dito da
Bruxa de Blair e muitas outras
histórias.
A mitologia sobrevive no mundo
moderno através de
lendas urbanas, mitologia científica
e muitas outras maneiras.
O
anime e a série de
mangás,
Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya
no original), por exemplo, é considerada
a que mais se baseia nas histórias das
mitologias antigas, como a
Mitologia Grega,
Nórdica,
Egípcia, e diversas outras. A
história não é uma mitologia, e sim
conta a história das mitologias
tradicionais, onde guerreiros
representam
constelações e tem como objetivo
enfrentar os
deuses que se oporem a
Atena (deusa grega da sabedoria).
Vários personagens e monstros
mitológicos como o
Orfeu e o
Cérbero estão presentes no nosso
cotidiano.
Ver também
Ligações
externas
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